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Erasmus para Todos

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O programa ERASMUS faz parte do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida que acaba em 2013. E a seguir, o que irá acontecer ao ERASMUS? Tudo indica que será integrado no novo programa "Erasmus para Todos", que está neste momento em fase de discussão no Parlamento Europeu.

A pensar nos objetivos da Estratégia Europa 2020, a Comissão Europeia apresentou uma nova proposta para os modelos de apoio à mobilidade na educação. Essa proposta, designada "Erasmus para Todos", pretende juntar os atuais sete programas de mobilidade para a educação, formação, juventude e desporto (ver caixa). Os objectivos serão os mesmos: melhorar as competências dos indivíduos e modernizar os sistemas de educação. As principais ações dos programas existentes irão continuar, abrangendo os mesmos beneficiários

e países participantes. No fundo, a centralização dos programas trata poucas mudanças, mas algumas delas, como o aumento do número de bolsas, serão significativas. A proposta foi apresentada no Parlamento Europeu em Novembro do ano passado e encontra-se em fase de discussão. Ainda não se sabe quando será votada pelos eurodeputados, mas tudo indica que esse será o modelo de apoio a mobilidade que teremos em 2014.

O que é o "Erasmus para Todos"?

É o novo programa proposto pela Comissão Europeia para a educação, formação, juventude e desporto. Este programa irá substituir os sete programas hoje em dia existentes e neste momento está a ser discutido no Parlamento Europeu. Caso seja aprovado, entrará em vigor em 2014 e terá um orçamento de 19 mil milhões de euros para um período de sete anos.

Que Programas farão parte do "Erasmus para Todos"?

• Aprendizagem ao Longo da Vida: Erasmus, Leonardo da Vinci, Comenius e Grundtvig.

• Programa para a Cooperação com os Países Industrializados

• Juventude em ação

• Erasmus Mundus

• Tempus

• Alfa

• Edulink

 

O que muda?

• Regras de candidatura e os procedimentos mais simples.

• Será criado um sistema de empréstimo para os estudantes de mestrado.

• O número médio anual (dos últimos sete anos) de estudantes com bolsas irá duplicar.

• Serão estabelecidas 400 parcerias entre instituições de ensino superior e empresas.

 

Quais são os objetivos?

• Integrar todos os programas de mobilidade da União Europeia num só

• Melhorar a empregabilidade e competências dos estudantes

• Alargar a mobilidade além das fronteiras da União Europeia

• Tornar o ensino superior europeu mundialmente atrativo

 

Porquê a marca Erasmus?

Para o novo programa integrado foi escolhido o nome Erasmus porque é o que está mais fortemente associado à aprendizagem no estrangeiro. No novo programa a Comissão vai deixar de usar nomes conhecidos como Leonardo Da Vinci, Comenius e Grundtvig. Para além de evitar múltiplos nomes, a intenção é popularizar a marca Erasmus.

 

Que países participam?

• Todos os Estados-Membros da União Europeia (UE)

• Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça

• Países candidatos à UE que beneficiem de uma estratégia de pré-adesão

• Alguns países dos Balcãs Ocidentais

 

Paulo Sande - Director do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal

"O ERASMUS para Todos terá uma dotação muito superior àquela que têm atualmente os programas de mobilidade. Aquilo que está previsto é que a dotação deste novo programa seja de 19 mil milhões de euros, para o período de 2014 a 2020. Essa dotação permitirá quase que duplicar o número de beneficiários devendo chegar aos cinco milhões de pessoas."

"Este programa vai apoiar três tipos de ações: oportunidades de aprendizagem para pessoas dentro e fora da União Europeia, cooperação institucional e a reforma das políticas nos estados membros. Esses serão os três domínios que já hoje em dia estão cobertos por este conjunto de programas e que se manterão reforçados por uma dotação complementar no novo programa e que apresenta dois elementos novos: um é o sistema de garantias de empréstimos para estudantes de mestrados e outro é a criação daquilo que neste programa a Comissão chama de «alianças de conhecimento e alianças competências de sector»."

"A fase em que estamos é uma fase de aprovação da adoção desse programa. O programa ainda não está finalizado, estando nesse momento no Parlamento Europeu em fase de discussão pelos deputados europeus. O Parlamento Europeu tem que aprovar o programa para que ele se possa tornar legislação europeia. Ainda é possível que haja alterações, mas em todo caso esse é o programa que se prevê que venha a ser aprovado e a entrar em vigor em 2014."

"Por outro lado, é um programa que está ligado à estratégia 2020 da União Europeia. A estratégia 2020 da UE é a resposta à necessidade que a Europa tem de crescer. A qualificação dos europeus através desse tipo de programa faz parte integrante dessa estratégia de desenvolvimento das economias europeias e do reforço da sua integração."

"Este novo programa continua a apoiar as mesmas iniciativas. Não há uma novidade absoluta, é apenas um reforço da eficácia em relação a três tipos de ações, com novos instrumentos, que a partir de 2014 tenderão a incrementar, desenvolver e aprofundar esta ideia da mobilidade na UE com uma dimensão sistémica que a própria concentração de programas permite."

 

Estudantes com necessidades Especiais

Um dos grandes desafios de qualquer projeto é a sua plena adequação a todos os cidadãos, tendo particular atenção aos que têm necessidades especiais. Actualmente, o Programa ERASMUS já contempla uma abertura especial para os estudantes que necessitam de um apoio adicional para a sua mobilidade, mas espera-se que o ERASMUS PARA TODOS possa ainda reforçar esses mecanismos. Um exemplo atual dessa mobilidade de estudantes com necessidades especiais é José Rocha. Aluno de Ciências da Educação na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, enfrentou um duplo desafio de mobilidade. Com incapacidade motora, decorrente de paralisia cerebral, movendo-se em cadeira de rodas e trabalhando com discover switch no computador, quebrou fronteiras. Apesar das enormes dificuldades a ultrapassar, com a sua força de vontade conseguiu rumar a Barcelona. Questionado quanto às suas expectativas e receios, deixa uma resposta clara: "Expectativas tinha várias, ganhar autonomia nas relações interpessoais, adquirir coesão social, cidadania europeia, desfrutar da cultura catalã na sua plenitude, poder usufruir das aulas dadas noutro contexto diferente, desenvolver uma aprendizagem de qualidade ao longo da mobilidade que se repercuta na minha vida, fazer uma aprendizagem linguística diferente, apesar das minhas naturais limitações, explorar sítios culturais diferentes, com resultados e produtos inovadores, etc. Receios também eram vários, não ser bem compreendido em termos de comunicação, pois além das dificuldades linguísticas que tenho pela minha incapacidade, ser uma língua diferente, não encontrar as adaptações necessárias para a minha condição física, ficar desiludido com a cidadania catalã, não aguentar as saudades provocadas pela distância, etc."

Da sua experiências sublinha momentos marcantes:

Positivamente: Quando nevou, poder "escrever" o nome da minha namorada na neve, fotografar e oferecer-lhe a foto no dia dos namorados, já que este ano passamos este dia afastados e como no Porto não neva foi um episódio engraçado.

Negativamente: Quando estava numa aula o professor fez uma atividade pedagógica interessante e simplesmente eu não participei como o resto dos estudantes, fiquei simplesmente a observar a atividade." Nas dificuldades, José Rocha sublinha que as despesas que um estudante com necessidades especiais tem são muito superiores ao valor da bolsa (mesmo reforçada) e isso constitui um obstáculo difícil de superar.

 

GUIA-ERASMUS-2012-WEB-1

Outras informações


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